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Subindo à Torre

 

Num dia solarengo de Fevereiro de 2018 eu e a Zumba apanhámos um comboio em Sta. Apolónia em direcção à Covilhã, foi este o destino, pois lá iniciámos uma caminhada que nos levou ao cimo da Serra. A nossa viagem de comboio foi muito tranquila, apesar das 4h30/5h de duração, o Sr. Revisor foi bastante atencioso.

Quando saímos do comboio o dia estava radiante e fomos ao centro da Covilhã procurar um Posto de Turismo para recolher mais informação sobre a Grande Rota do Zêzere (GR33). Estamos a falar de 30 minutos de caminhada, quando estávamos a chegar à morada do posto de turismo conforme estava indicada na NET, uma senhora referiu que o posto já não era naquele local, mas sim "lá em baixo ao pé do forum", aconselhando deste modo a ida à loja "Tentadora" no centro histórico da Covilhã, que lá teriam muita informação para me dar. Confiei na Sra. e não poderia ter tomado melhor decisão.

A tentadora é uma loja de produtos exclusivamente portugueses e artesanais e em simultâneo um atelier de cowork em arquitectura. Lá conheci duas pessoas incríveis,mas que já voltamos a falar nelas, que me deram contactos de quem me podia ajudar. Liguei então para um Sr. da Associação de Caminheiros Rosa Negra, para que me indicasse o melhor caminho para chegar à GR33.

Aproveitei para almoçar num banco de jardim da Covilhã, dar o almoço à Zumba e fazer o percurso de Arte Urbana da Cidade, recomendado na Tentadora.

Segundo o Sr. da Associação de Caminheiros Rosa Negra, para chegar à rota do Zêzere, teria que descer novamente até à estação de Comboios e após passar por ela em cerca de 30 minutos estaria na GR33. Esta foi a experiência menos positiva, pois desde a estação da Covilhã até ao percurso marcado, o caminho foi sempre na berma de estradas, onde não havia grande interesse no percurso traçado. Na Ponte Alvares encontrámos finalmente a tão desejada Grande Rota do Zêzere. Dá até Orjais foram cerca de 20 Km por estradas de terra batida e caminhos que por vezes atravessam propriedades privadas. Caminhámos até anoitecer e perceber que não haveria possibilidade de acampar pois eram todos terrenos privados e vedados. Tentei chegar a uma povoação próxima, mas a estrada Nacional tinha a berma muito curta e começava a ser perigoso fazê-la com a Zumba. Foi então que decidi procurar um local para dormir que aceitasse cães e descobri a encantadora Vill Silene que fica em Tortosendo, Covilhã. Procurei um contacto de Taxi na Covilhã e encontrei a "Taxi Covilhã 24horas", o Sr. foi bastante atencioso e embora tivesse pavor de cães, devido a uma má experiência em pequeno, aceitou levar a Zumba até à Villa Silene (Silene foetida foetida variedade de flora exclusiva da Serra da Estrela, dá nome a este projecto de Agroturismo). Lá fomos recebidos como se fossemos familiares, de boas vindas tínhamos uma tábua de queijos e enchidos com pão caseiro. Passámos um serão muito agradável a falar do projecto de Agroturismo desenvolvido pela Dona Ana e Sr. Vítor que apostam num projecto sustentável e responsável em processo de certificação pela Biosphere Portugal (sistema privado de certificação baseado nos princípios de sustentabilidade, através do cumprimento de uma série de requisitos oferece às empresas na área do turismo a possibilidade de desenhar produtos e serviços de acordo com um novo modelo de turismo não agressivo, não comprometendo as gerações futuras e ao mesmo tempo satisfazendo as necessidades dos clientes actuais. Garante um equilíbrio adequado a longo prazo entre as dimensões económica, socio-cultural e  ambiental de um destino). Com a companhia da Zumba e do Mini conversámos até de sonhos e futuros projectos.

No dia seguinte, 100% recuperados saímos, com a ajuda novamente da "Táxi Covilhã 24horas", bem cedinho e fomos deixados novamente na GR33 para finalizarmos o percurso que faltava, até ao Covão da Ametade (final/início da GR33).

Almoçámos na "Taberna das Caldas" onde, embora não muito convencido, o Sr. me deixou entrar com a Zumba para comer um bitoque. Aqui, nas Caldas de Manteigas, inicia uma das minhas partes favoritas do percurso, pois entramos em pleno vale glaciar do Zêzere. Este vale glaciar é o maior vale glaciar da Europa, com cerca de 10 Km, faz parte do Parque Natural da Serra da Estrela e pertence à Rede Natura 2000, sendo também classificado como sítio RAMSAR (convenção sobre zonas húmidas assinada em 1971 na cidade Iraniana que lhe deu nome, esta convenção procura proteger e classificar zonas húmidas de importância internacional). Nesta parte da Grande Rota do Zêzere encontra-se a Estação da Biodiversidade (EBIO) do vale do Zêzere, percurso de 2 Km acompanhado por 8 painéis dispersos com informação científica sobre a diversidade biológica deste local. Estes painéis informativos funcionam como guias de campo in loco que fornecem toda a informação necessária para quem faz este percurso observar as espécies de fauna e flora emblemáticas, assim como distinguir as alterações sazonais deste magnífico exemplar de vale glaciar de formato em "U".

Este troço do percurso não apresenta muitas sombras, algo a ter em conta quando a fazer no verão, contudo tem bastantes pontos de acesso ao rio, o que permite refrescar, mesmo no pico do calor em pleno verão, algo que não era o caso.

Das Caldas de Manteigas até ao Covão da Ametade são cerca de 8 Km, sendo que os últimos 15 minutos do percurso são feitos em estrada. A paisagem reflecte a acção grandiosa da natureza sobre a superfície do nosso planeta e conta a história de milhões de anos, esta formação de vale de perfil em "U" foi formada durante um período (Wurn) que terminou à cerca de 19 mil anos atrás.

Chegados ao Covão da Ametade, já com o sol escondido atrás das rochas mais altas da Serra, mas ainda com luz suficiente para escolher o melhor local para acampar. Aqui embora a temperatura do ar estivesse próxima dos 5ºC, a frescura do riacho fez atenuar as bolhas dos pés, refrescar o tronco e rosto. Após montar a tenda foi a nossa hora de refeição, apenas comi umas barritas energéticas pois não quis que o cheiro da lata de atum atraísse animais que pudessem perturbar o descanso da Zumba.

Às 19h a noite já estava serrada e nós instalados para a nossa noite fria, eu equipado com duas calças, duas camisolas e blusão dentro do saco cama e a Zumbinha com o seu casaco e também no seu saco cama. Estive durante algum tempo a ler com o auxílio de um frontal (Últimas Notícias do Sul - Luis Sepúlveda), enquanto a Zumba se apressou a aninhar e adormecer. Por volta das 21h adormeci e a temperatura desceu até aos 2ºC negativos nessa noite, de hora a hora acordava para ver se a Zumba estava bem. Às 5h quando acordei a Zumba tremia, eu coloquei na minha cabeça que era do frio. COmecei a arrumar tudo para retomar a caminhada que nos levaria ao topo da Serra, a Torre. Quando decidi abrir a tenda, preocupado com o frio que a Zumba pudesse sentir, esta sai e corre disparada para um tronco, com o qual começa a brincar ao estilo Zumba e que depressa a leva até ao riacho onde fica toda molhada com aquela água gelada enquanto eu desmontava a tenda.

Trabalho feito começámos a caminhar pelo breu da noite. Subimos um pouco da estrada que passa no Covão da Ametade até encontrar o trilho que leva até à Nave de Sto. António, mais um local RAMSAR, pela presença de várias lagoas, charcos, fontes, turfeiras e pequenos cursos de água. Ao atravessar esta zona eu e a Zumba caminhámos por zonas alagadas cobertas por uma camada de gelo fina que se quebrava à nossa passagem.

Após atravessarmos este planalto incrível iniciámos a última subida para a Torre. Atravessámos a estrada e começámos a subir a encosta sobre um socalco feito com grandes blocos de pedra, aqui a caminhada é dura, pois tem zonas estreitas e com blocos em cima salientes, quando se leva uma mochila de 35 Kg a tarefa fica mais exigente. Ao fim de algum tempo chegamos de novo à estrada, próximo da Nossa Sra. da Boa Estrela, monumento religioso dos anos 40, daqui observamos os três Cântaros, o Gordo, Magro e Raso (1975/1928/1916 mt).

Daqui até à Torre a caminhada foi mista, em neve e terreno. Neste pequeno pedaço de neve e na encosta a Zumba decidiu começar a deslizar na neve como se estivesse a brincar num escorrega. Já um pouco exausto e com bastante fome, próximo das 10h chegámos ao destino final, a Torre (1993 mt). Aqui fui às lojinhas que aqui permanecem iguais desde sempre que me lembro de visitar a Serra da Estrela e comi uma das maravilhosas sandes com presunto e queijo da Serra.

Ligue de novo para os táxis da Covilhã e regressei à cidade.

Almocei no Sporting da Covilhã onde a Zumba não foi convidada a entrar, ficando a aguardar no exterior e após o almoço regressei à "Tentadora" para contar a minha experiência e levar uns presentes.

"A Tentadora" é para mim uma loja encantadora, por aqui recria-se a imagem de uma mercearia antiga onde se vendem produtos exclusivamente made in PORTUGAL, apostando assim num desenvolvimento sustentável e local. Na "Tentadora" a Elisabet e a Lia foram 5 estrelas, deixaram-me entrar e descansar com a Zumba e além de toda a ajuda que me tinham dado no dia anterior, ainda foram beber um café comigo, onde me explicaram mais ao pormenor o projecto da "Tentadora" que apoia o desenvolvimento da Covilhã, além do gabinete de arquitectura em Cowork, ainda apoiam e desenvolvem iniciativas como o festival ShortCutz COvilhã, uma mostra de curtas metragens.

Com alguns presentes na mala e de pensamento optimista quanto ao futuro desci até à estação de comboios onde eu a Zumba aguardámos num cafézinho e na gare pelo nosso comboio.

Já na viagem de comboio para Lisboa surge o episódio caricato que viria a mancchar uma viagem perfeita. O Sr. Revisor da CP (Comboios de Portugal) decidiu implicar comigo e com a Zumba, embora sem motivo, ou seja, eu para viajar com a Zumba pago um bilhete inteiro, tenho que ter toda a documentação exigida, seguro, chip, registo da Junta de Freguesia, vacinação em dia e açaime colocado, além de que, eu comprando o meu bilhete com desconto, o cão não tem direito a esse mesmo desconto, neste caso pagou mais 1/3 que o meu bilhete.

Ainda assim este Sr. responsável da CP disse-me que a minha cadela não podia estar no corredor nem entre os bancos, como pago bilhete e não tenho lugar atribuído, perguntei onde devia eu colocar a cadela, ao que o Sr. me respondeu que o colega é que não me devia ter vendido o bilhete, a CP permite e cobre e o revisor implica só porque sim. (Dedico outro post a esta história inacreditável)

Mas a viagem terminou e o que fica foram os momentos de total cumplicidade entre mim e a Zumba, as paisagens incríveis da Serra da Estrela e os amigos feitos em encontros improváveis como a Lia e Elisabet e a Dona Ana e o Sr. Vítor.

Climbing to the "Torre"

On a sunny day in February 2018 me and Zumba got into a train in Sta. Apolónia with Covilhã as destination, where we began a walking to the top of the mountain. Our train journey was very quiet, despite the 4h30m/5h duration. The rail Reviewer was quite attentive.

When we arrived, it was a bright sunny day and we went to the downtown looking for a Tourist Office in order to obtain more information about Zêzere big route (GR33). After 30 minutes of walking we arrived to the indicated adress in NET for the Tourist Office , but it didn´t exist. A lady informed me that it was in another local but she advised me to go to "Tentadora" (a store in the historic city center) where I would find, much more information. I trusted her and I coudn´t have made a better decision. 

The "Tentadora" sells only portuguese and manufacturad products, and it is simultaneously an architecture cowork atelier. I met two incrdible people there, but I will talk about them later. They gave me some contacts that could help me.

I called for a member from "Association of Walkers Black Rose" to ask him the best way to get to GR33.

However I enjoyed lunch sitting on a garden bench and giving lunch to Zumba, as well as making the urban art route of the city, recommended in "Tentadora".

According to the member of association, to reach the Zêzere Route we would to go down again to the raillway station and after passing by it, we would be in GR33 in about 30 minutes.

This was the least positive experience because this way had to be done always at the side of the road, without any interest in the cours.

At bridge Alvares the much deesired we finally found Zêzere big route. From then until "Orjais" we walked about 20 Km by dirty roads that sometimes crossed private properties. We walked until night fall, and then I realized that there was no possibility of camping because all lands were private and closed. I tried to reach a nearby village, but the Nacional road ha very short berm and it became dangerous to cross it with Zumba.

Then I decided to find a place to sleep that accepted dogs. I looked for a táxi contact and I found the "Táxi Covilhã 24hours" and the táxi driver was a very friendly person because, despite being very scared of dogs (due to a bad experience when he was a kid) he accepted to transport us to the lovely "Villa Silene" in Totosendo, Covilhã that I had found white browsing NET.

We were received as if we were family. As a good welcome I had a board with cheese, sausage, and homemade bread.

We passed a very pçeasant evening talking about the agrotourism project developed by Mrs. Ana and Mr. Vítor. They are commited to a sustainable and resposible project, in a process of certification by the "Biosphere Portugal" (private certification system based on the principles os sustainability, through the fulfilement of a series of requirements that offers to companies in the tourist area the possibility of developing products and services, according to a new non aggressive tourism, not compromising future generations and at the same time satisfying the costumer needs. This ensures a proper long-term balance between economic, socio-cultural and environmental dimensions of a destination). With the company of Zumba and Mini we talked about dreams and future projects.

The following day, we left very early (100% recovered), and again with the help of the "Táxi Covilhã 24hours" we returned to GR33 with the intension of finishing the missing route until "Covão da Ametade".

We had lunch in "Caldas Tavern" where, although not very convinced, they let me in with Zumba.

Here, in "Caldas de Manteigas", began one of my favourite parts of the route, because we entered in the Zêzere Glacier Valley. This Glacier Valley is the largest in Europe, about 10 Km, is part of the "Natural Park of Serra da Estrela" and belongs to "Rede Natura 2000", and is also classified as a RAMSAR site (wetland convention signed in 1971 in the Iranian City that gave it the name. This convention intends to protect and classify wetlands of international importance).

In this part of the Zêzere Big Route is the Zêzere Valley biodiversity station (EBIO), it is a 2 Km route with 8 dispersed panels containing scientific information of the biological diversity of this local. These information panels have the function of field guides, that provides all the necessary information for those who make this route to observe the emblematic species of fauna and flora as well as distinguish the seasonal changes of this magnificient speciemen of glacier valley in form of "U".

This part of the route doesn't have many shadows, something to take into account when we want to do it in summer. However there are many access to refresh, even in the peak summer heat, which wasn't the case.

From "Caldas de Manteigas" to "Covão da Ametade" there are about 8 Km and the last 15 minutes of the route are made by road. The landscape reflects the grandiose action of nature on the surface of our planet and tells us the story of millions of years. This "U" - shaped valley formation was formed during a period (WURN) that ended 19 thousand years ago.

We arrived to the "Covão da Ametade" with the sun hidden behind the highest rocks of the moutain, but with sufficient light to choose the best place to camp. Here, although the air temperature was close to 5ºC, the freshness of the stream has mitigated the bliesters of feet as well as refreshed my body and face.

After setting up the tent it was meal time. I only ate some sticks because I didn't want that the smell of the tuna attract animals that could disturb the rest of Zumba.

At 19 hours it was already dark night and we were already settled for our cold night. I was equipped with two pants, two sweaters and a windbreaker jacket inside the sleepingbag and Zumba with her jacket and  also inside her sleepingbag. During some time I was reading with the aid, frontal light, while Zumba rushed to nest and fall asleep. At about 21 o'clock I feel asleep and on that night the temperature dropped to minus 2ºC. Every hour I woke up to see it Zumba was ok. At 5 o'clock when I woke up, Zumba trembled and I put on my head that it was because of the cold. I started to pack up everything to restart the walk that would take us to the top of the mountain, a "Torre". When I decided to open the tent, worried about the cold that Zumba could feel I was surprised because she went out and ran to catch a tree trunk and starts to play with it, in Zumba style. Quickly arrived at at the stream were she stayed all wet with that cold water. However I dismantled the tent. Work done, we started walking through the dark night. We climb a little of the road that crosses the "Covão" until we find the trail that leads to "Nave de Sto. António" another local RAMSAR, by the presence of several lagoons, puddles, fountains, peat bogs and small streams.

 Crossing this area, me and Zumba walked through flooded areas covered by a thin layer of ice which were broken at our passage.

After passing this incredible plateau we began the last upload to the tower. We crossed the road and started to climb the slope on a terraced field made with lorge stone blocks. Walk here when we are carrying a backpack with 35 Kg the task becomes much more difficult and demanding. After some time we arrived again on the road, next to "Nossa Sra. da Boa Estrela", a religious movement from 1940 years. From here we can see the 3 pitchers: the fat, the thin and the shallow (1875/1928/1916 mt).

Up until the "Torre", the walking was mixed: snow and ground. On a little piece of snow on the slope Zumba decided to start sliding in the snow as she was playing on a slide. I was exausted and very hungry. Near 10 o'oclock we arrived at the final destination: the "Torre" (1993 mt). I went into the small stores, that remain the same since I came here at first time when I was a little boy. I ate one wonderful sandwiche with cured ham and "Serra cheese". I called again "Táxis of Covilhã" and I went back to the city.

I lunch at "Sporting of Covilhã" where Zumba wasn't invited to enter, so she stayed waiting outside.

After lunch I returned to "Tentadora" for telling them my experience and buy some gifts.

The "Tentadora" is for me a charming shop, where the image of an old grocery store was recreated, where they exclusively sell products made in PORTUGAL, betting on sustainable and local development. At "Tentadora", Elisabet and Lia were "five stars", letting me in to rest with Zumba, and beyond all the help they had given me the day before, they still had a coffee with me, where they explained me more in detail the project of "Tentadora", that supports:

- The development of Covilhã;

- The architecture cowork atelier and

- Organize iniciatives such as the festival "Shortcutz Covilhã", a show of short films.

With some gifts in the backpack and with an optimistic thinking about the future, I went down to the train station where Zumba and I waited in a small cafe and in platform for our train.

Already in the train trip to Lisbon happened a grotesque episode that would come to stain a perfect trip. The rail reviewer decided to implicate me and Zumba, although for no reason, because, for travel with Zumba, I have to pay an entire ticket, taht is, I get discount on the ticket but the dog doesn't have any discount, so the price of Zumba's ticket cost more 1/3 than mine. I had all the required documentation (insurance, chip, register in parish council, vaccination in day and placed muzzle), even so, this rail reviewer, told me that my dog couldn't be in the corridor of the train nor between the seats. As I paid her a ticket and had no place assigned, I asked him where should I put the dog, which he replied that his colleague shouldn't have sold me the ticket. So CP (Railway Company of Portugal) allows and sells the tickets for dogs but the railway reviewer implies without any reason (I will dedicated another post to this unbelievable story).

But the trip is over and what remains were the moments of total complicity between me and Zumba, the increadible landscapes of "Serra da Estrela", and friends made in unlikely encounters such as Lia and Elisabet, or Mrs Ana and Ms. Vítor.

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Doggintravel
João & Zumba
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